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Atletas de Estilo


Bruna Saglietti Mahn

Triatleta | 30 anos | Campinas/SP


. 14º lugar no mundial de longa distancia na França 2013;

. Campeã Brasileira de longa distância 2014;

. Vice campeã brasileira na distância olímpica 2015;
. Vice campeã do Challenge na primeira edição – chamava-se Dash em Floripa 2014;
. Campeã do troféu Brasil 2015;
. Vice Campeã do Powerman 2015;
. Campeã da Maratona de Campinas 2015;
. Campeã do GP extreme 2016;

. 7ª colocada no Iron Man em Barcelona 2016.

Tati: O que você mudou no seu treinamento com a sua técnica para conseguir pegar um 7º lugar no Iron Man em Barcelona esse ano?

Bruna: Eu fiz o primeiro Iron Man esse ano, em Floripa, em maio. E aí, a primeira prova em uma distância que eu nunca tinha feito, é muito complicado, né...você tem medo de arriscar...medo de  dar algo errado....então, eu fui muito cautelosa. Quero fazer uma prova redonda. Quero terminar bem e quero ver como eu vou me sentir na distância. Enta, foi mais um teste de como ia acontecer. Depois que eu terminei a prova, eu falei: acho que eu consigo ir melhor, sobrou aí...dá para melhorar. Aí, nós sentamos e falamos: vamos faer mais um Iron esse ano. Para sentir e ver, sem compromisso nenhum. Então, na verdade o treinamento não foi específico para essa prova. Na verdade, eu fui me testar. Fui ver o que ia dar. E foi muito legal!!


Tati: Qual a 1ª prova para 2017?

Bruna: 2017 – Internacional de Santos. Uma prova tradicional. Encaixar alguns meios (Meio Iron), mas ainda não está bem definido. E aí o foco é o Iron Man no Brasil de novo, mas agora com uma bagagem um pouquinho maior.


Tati: O que você me diz de lesões no esporte? Você já teve alguma lesão séria ou como você tentar organizar a prevenção de lesões?

Bruna: A lesão no esporte é bem comum, né...infelizmente. Principalmente porque as pessoas tem muita pressa em evoluir, na minha opinião. Por exemplo, a pessoa quer emagrecer. Quer emagrecer em um mês, aquilo que engordou a vida inteira. E a gente vê muito isso. E como profissional (a Bruna é personal trainer) eu vejo muito isso também. A pessoa faz uma prova e depois quer melhor, quer abaixar o tempo. E essa ansiedade acaba prejudicando muito. Eu sou muito cautelosa. Eu prefiro errar para menos, do que me machucar. Então, eu escuto muito meu corpo nesse sentido, o de prevenir. Eu estou no meio do treino, eu senti uma dor diferente, eu teria que cumprir aquele treino, mas tudo bem, eu paro o treino ou diminuo a intensidade e enquanto não melhorar, eu não volto a fazer. Eu sou bem assim. E eu faço massagem toda a semana, faço alongamento, faço várias coisas para buscar a prevenção. E aquilo, você tem que se conhecer, né. E não adianta também, você se comparar com outras pessoas. Isso é bem comum também. Cada um tem um processo, cada um tem um tempo. O fato de você se conhecer ajuda muito. E sempre buscar fazer o que você é capaz, não o outro. Às vezes o que você planeja não é o que você consegue fazer naquele momento. Não que você não vá conseguir, mas naquele momento ainda não dá. Então, eu acho que a paciência é a grande chave.